terça-feira, 9 de agosto de 2011

A Fada Maldita


    Em algum lugar em Paris, mais ou menos no começo do século XX, nasce a época da vida boêmia pelos cafés e boulevards, em que havia uma perfeita integração entre diversão, arte e cultura que renascia a cada novo dia.
    Todos conheciam o ritual, um pouco de água gelada era derramada sobre uma colher perfurada, onde se encontrava um pequeno torrão de açúcar. Esse açúcar era queimado e o que derretia era levado para dentro do copo de Absinto. Estava pronto o passaporte para as mais coloridas viagens...
    Esta bebida foi a mais popular, da moda na Belle Époque. Mais do que uma bebida forte, o Absinto ingerido em quantidades altas, era podemos dizer assim, alucinógeno. Com um alto teor alcoólico, e somado à uma grande quantia de clorofila, esta presente no Artemisia absinthium, garantiu à bebida seu poético apelido de "Fada Verde". Os artistas diziam que havia uma fada verde dentro do Absinto, o que gerava rumores e dúvidas emblemáticas e um dos mistérios mais sedutores em todos os tempos.
    Porem não existia outra justificativa além das alucinações provocadas pelo Absinto que explicariam o comportamento excêntrico de Van Gogh, que levou cortar sua própria orelha, ou o que conduziu Verlaine a atirar contra Rimbaud, fiel consumidor da bebida. E como explicar tanta genialidade e criatividade que percorria a cabeça pertubada de Picasso e Oscar Wilde?
    Dez entre nove artistas gênios e loucos  dessa época criaram um amor platônico pela tal fada, escreviam poemas, versos e até retratavam em seus valiosos quadros. Não era raro encontrar essas figuras sentadas à mesa de um café, apreciando sua bebida poética.
    Deste cenário de alucinações, festas, artistas excêntricos, mistérios e misticismo buscou-se inspirações para criar a coleção" A Fada Maldita". Combinou-se uma modelagem que foge dos padrões tradicionais, e que da a liberdade de ousar em suas formas. Junto a uma cartela de cores sóbrias e detalhes marcantes. Como em destaque a coloração verde alucinógena do Absinto. É nesse universo  que  se quer trabalhar, o que nos leva a lugares completamente desconhecidos, desejos obscuros, sentimentos novos e inspirações desse mundo inebriante.

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