quinta-feira, 3 de março de 2011

Trabalho/01 Como eu cheguei até aqui*

“Eu aceito” são as palavras do começo da minha história, á mais ou menos 23 anos atrás quando Dionero Joaquim de Toledo pede a mão na frente dos pais de Lenita Meinem dos Santos em um dia de muito frio e chuva na cidade de Cruz Alta no Rio Grande do Sul, e sim, com enorme felicidade aceita. Eu surgi ao mundo em um típico dia de primavera, quase às oito da noite em seis de setembro de mil novecentos e noventa, uma noite muito confusa, pré-feriado do dia da Independência do Brasil. A primogênita da família Toledo. Nasce Amanda dos Santos Toledo, a primeira menina.





Era uma criança completamente agitada, subia e dançava nos palcos dos casamentos, dançava no meio das ruas andando com minha mãe, dançava na parada de ônibus, dançava quando ouvia qualquer música e quando não havia musica também. Passava todos os dias correndo, brincando de esconde-esconde, bate e cola, de casinha, de boneca e enumeras outras coisas com todos os vizinhos da rua, e por ser uma criança hiperativa, dei vários sustos em meus pais, quebrei pelo menos 4 vezes os braços, uma de cada vez, saia da sala de gesso feliz com um novo pirulito e pronta pra fazer novas “artes”. O que posso dizer, era uma criança apaixonada pela vida que tinha.


Quando tinha meus seis, sete anos de idade minha irmã caçula nasceu, e eu escolhi seu nome, Allana. Nessa mesma época fui para minha primeira escolinha, onde minha maior felicidade do dia era aqueles lápis de colorir e suas várias folhas brancas. Podia passar horas colorindo com meus novos amigos. Minhas vontades foram mudando, minhas brincadeiras também, quando me faziam a piegas pergunta “o que você vai ser quando crescer” eu dizia sem esitar que iria ser atriz, bailarina, desenhista e pintora. Sempre era relaciona com artes eu fui crescendo acreditando nisso .









Meu primeiro contato com a moda veio com a minha tia Maria, como ela sabia que a minha paixão por minhas Barbies era grande, e que eu passava muito tempo brincando com elas, todo ano no dia do meu aniversário eu ganhava uma caixa de roupinhas novas de Barbies feito por ela. Minha tia Maria era e é a melhor artista que eu conheço. Ela me inspirou e me incentivou a desenhar e criar minhas próprias roupas para Barbie e eu consigo lembrar como fiquei feliz no dia que ganhei meu primeiro caderno de desenho e meu estojo com vários lápis onde eu levava para qualquer lugar aonde eu ia.









Muitas coisas aconteceram, eu e minha família nos mudamos para Santa Catarina, depois de uma tentativa de morar no Mato Grosso do Sul. Uma das coisas que eu me arrependo é de não ter conseguido me despedir das minhas amigas que tive em Cruz Alta. No começa achamos que iríamos só passar as férias aqui em Araranguá/Arroio do Silva, ficamos com mais duas famílias em casa grande que alugamos no verão, e foi muito divertido. Logo como meu pai estava sem emprego meu pai ajudou minha tia no restaurante da praia dela, e como deu certo resolveram se mudar para cá.






Como não tinha muitos amigos por aqui e morava no Arroio do Silva, fiquei mais retraída. Não saia para nada, completamente tímida. Meus amigos agora eram meus livros e meus CDs. Passava muito tempo na praia a tarde, não tomava banho de mar, nunca gostei muito. Curtia olhar o sol se pôr e as cores que ficavam no céu. Fui morar em Araranguá um ano depois, em uma nova escola consegui fazer outros amigos, e amores.







O ensino médio no Colégio Futurão vai ser marcado para o resto da minha vida. Um começo complicado, por vir de uma escola pública, e esta agora ser uma particular aonde os outros alunos estavam em um nível maior do que o meu. Quis desistir de estudar, não me interessava por nada, quase rodei em alguns anos, até chegar uma professora que me abriu os olhos e me fez ver que eu estava lamentando demais, e tentando pouco. Então o meu objetivo era olhar pra frente, não melhorei cem por cento, mais fiz o que achei que conseguiria, e consegui. Lá eu também fiz as melhores amizades que podia ter. Talita e Tainara, aonde mantenho a amizade e o amor vivos até hoje.










Por não ter certeza de que rumo tomar e por querer agradar meus pais prestei alguns vestibulares para o curso de Direito. Não agüentei mais que um semestre e tranquei minha matricula, eu realmente odiava aquele curso, e odiava mais saber que eu não estava fazendo nada que me fazia feliz. Conversei com meus pais e dei um tempo. Comecei então um curso de web-designer e então o curso teve que ser cancelado por falta de alunos. Então um dia minha tia me vem com um folheto, desses que entregam nas ruas e diz “pra ti Amanda, não quero esses papéis”, no primeiro momento coloquei dentro da bolsa, mais tarde fui ler e era uma convite para se juntar ao CEFET, aonde eles estavam dando cursos técnicos de eletromecânica, de malharia e o meu tão esperado curso de moda.Fiz a prova passei e cursei todo o primeiro modulo, no ano seguinte sobraram só dois alunos no meu curso, desanimei e não conseguia vir mais as aulas. Passou um tempo e eu sabia que tinha que tentar novamente, conversei com a direção e estava pronta para aceitar qualquer condição. Voltei para o primeiro modulo de Produção de Moda e sou uma estudante muito feliz com o curso, com os colegas, com os professores e realizada. E como antes agora uma jovem de 20 anos completamente apaixonada com a vida que tenho.










amandadenovo

Um comentário:

  1. Amanda
    fico muito feliz em ler tua primeira postagem sobre tua trajetória no mundo e na moda. è bom demais saber um pouco mais sobre ti, que é uma garota que já tenho apreço. Me identifiquei demais contigo, além de meiga é dedicada e especial.
    Um beijooooooooooo
    E a partir de agora quero ver as postagens do nosso processo criativo dentro do projeto de coleção e nossas aventuras na pesquisa de moda.

    Flávia Sá

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