terça-feira, 1 de março de 2011

na minha terra não tem palmeiras


Penso, logo desisto. Poucas coisas me fazem ficar acordada até as três da manha em um café escuro da cidade, noite desconfortavelmente gelada, e numa hora dessas não é mais café que eu tomo pra refletir essas dúvidas. Sempre tive muito medo de falsos conceitos, vivi uma tortura constante em tempos de colégios, onde todos dizem "os melhores anos de minha vida", eu vejo como "as sombras do passado", mais o que pensávamos nós, frágeis e tolas crianças. Hoje sobre isso vejo um notável desinteresse de minha parte, eu simplesmente não me importo.

Não me importo. Só isso, sem discursos de falsos moralistas, ou textos gritando por atenção, é simples. Bebendo vinho, me viro pra janela e percebo como o frio e silêncio me deixa deprimida, mais não muito.

Também é simples e claro como ainda somos os mesmos jovens da época dos nossos pais, muitos iludidos com o futuro, buscando grupos pra se sentirem encaixados em algum lugar e pra chamar de “nosso" grupo, que passam noites e noites colecionando ressacas, os mesmos que usam drogas pra saciar sentimentos reclusos, mais que fingem que fazem isso por que são tão legais, que são contra religião mas que não sabem o por que, os que ainda cantam geração coca-cola como forma de protesto..., quer dizer, o tempo passou e nossos heróis ainda são os mesmos... Não somos tão deslocados assim, temos sim melhores meios de comunicação, e sim, algumas facilidades mais é triste saber o que fazemos com isso, a meu ver somos a pior revolução da história. O tempo vai passando, logo vejo um rosto conhecido que me enche de alegria, foi a ultima vez que vi Richard, ele me disse que todos os românticos encontram o mesmo destino. Algum dia, sarcásticos, cínicos e bêbados, chateando alguém em algum café escuro. "Você ri? Acha que está imune, veja seus olhos". Nunca fui muito romântica, mais a parte de "sarcásticos, cínicos e bêbados" talvez eu me encaixe nessa historia, não tenho uma visão tão romântica assim do amor, mais dizer que não existe também... é algo que eu não aceito, é com os ateus "não acreditam que exista algo por não terem visto ou vivido e descartam a possibilidade de realmente existir. É um extremo e todo extremo é proveniente de uma mente limitada".

Não seja assim tão limitado. Chega desse teatro de vampiros. Pego meu casaco, pago minha conta e vou indo embora. Nesse tempo vou entrando em outra parte constante na minha vida, um mundo de fantasias perdidas, alguns prazeres são só para os loucos. Alguns podem ter a impressão que eu sou uma baita idiota, e por favor, não duvidem : eu sou mesmo.

Não vou mentir pra você, sou pobre não faço academia e até o momento fracassei, meu herói certamente seria um "anti-herói”. Nesse mundo de aparências sou politicamente incorreta. Geração copia e cola. Prazer Amanda dos Santos Toledo, é só pra se conhecer melhor.


Um comentário:

  1. OMG! Amanda! Esse texto é incrivel! Você é uma ótima escritora! Ameii! P.S: se escrever um livro me avise pois eu quero ser a primeira a ler! You is perfect! ♥
    Bjss* Alice

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