segunda-feira, 14 de março de 2011

Macrotendência: Geração JPEG

Nascidos em uma época em que “tudo acontece ao mesmo tempo”. Assim é a nova geração, jovens que passam os dias conectados sempre em busca de novas informações e tecnologias, sem perder uma forma descontraída, e podemos até dizer, irônica de se divertir. Com o avanço da tecnologia no mundo de hoje, as pessoas estão cada vez mais atualizadas com o mundo virtual e tecnológico. Isto vem ajudando muitos conceitos na sociedade, mas também, percebe-se que muitas pessoas acabam tornando-se escravas do mundo virtual. Diante disto, esses jovens utilizam deste meio para compromissos sérios, mas também para seu entretenimento, pois não estar conectado é praticamente impossível, ficar sem o celular, internet ou televisão é um martírio, uma crise de identidade, um lapso de personalidade. A comunicabilidade em muitas situações deixou de ser uma ferramenta de informação para tornar-se um vício. Um vício muito divertido, pois habitam em uma paisagem aleatória entre excesso de informações, humor absurdo e ironia ao inesperado. Criam conteúdos divertidos utilizando imagens na web, como colagens, combinações de elementos distintos, elementos que ganham uma nova interpretação em relação ao seu contexto original. Basicamente uma “cultura de design instantâneo virtual“, ou simplificando para a linguagem de hoje, são os “criadores de memes”. Sua estética é discordante, engraçada e não segue nenhum padrão, todas as imagens criadas contêm apenas um pré-requisito, serem engraçadas e/ou polêmicas. Todos estão “na REDE”, de um jeito ou de outro é dessa maneira que a geração milênio, nomeados “gen JPEG”, tem aprendido a viver, conectados.



Urbanos


Com um sonho de atender aos diferentes jovens com suas personalidades e atitudes fortes,moda para todos os estilos. A marca Urbanos nasce em setembro de 2005, com a proposta de trazer produtos inovadores, exclusivos e que atendam as necessidades de todos os seus clientes. Com o foco de bolsas, mochilas, pastas e carteiras, os produtos são desenvolvidos utilizando os melhores materiais disponibilizados no mercado, a empresa disponibiliza um setor exclusivo e descontraído para desenvolvimento de produtos que possibilita a criação de modelos totalmente focados no mundo da moda, nas atividades de seu publico alvo e seus interesses como cliente. Os funcionários são treinados, qualificados para os trabalhos exercidos, e estão sempre atualizados. Uma equipe dinâmica de consultores que atuam nos diversos setores da empresa, entre eles produção, marketing, comercial, jurídica e recursos humanos. A marca Urbanos também consiste no atendimento personalizado, um atendimento online com um moderno sistema de comunicação, um chat no qual o consultor de vendas atende o visitante em tempo real, também utiliza redes sociais, sites, e-mails onde com uma forma descontraída tende a interagir os vendedores com seus clientes. Atualmente com duas lojas localizadas no sul do país, Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC), e atende também por e-commerce. Sempre buscando a qualidade total e a satisfação de seus clientes.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Trabalho/01 Como eu cheguei até aqui*

“Eu aceito” são as palavras do começo da minha história, á mais ou menos 23 anos atrás quando Dionero Joaquim de Toledo pede a mão na frente dos pais de Lenita Meinem dos Santos em um dia de muito frio e chuva na cidade de Cruz Alta no Rio Grande do Sul, e sim, com enorme felicidade aceita. Eu surgi ao mundo em um típico dia de primavera, quase às oito da noite em seis de setembro de mil novecentos e noventa, uma noite muito confusa, pré-feriado do dia da Independência do Brasil. A primogênita da família Toledo. Nasce Amanda dos Santos Toledo, a primeira menina.





Era uma criança completamente agitada, subia e dançava nos palcos dos casamentos, dançava no meio das ruas andando com minha mãe, dançava na parada de ônibus, dançava quando ouvia qualquer música e quando não havia musica também. Passava todos os dias correndo, brincando de esconde-esconde, bate e cola, de casinha, de boneca e enumeras outras coisas com todos os vizinhos da rua, e por ser uma criança hiperativa, dei vários sustos em meus pais, quebrei pelo menos 4 vezes os braços, uma de cada vez, saia da sala de gesso feliz com um novo pirulito e pronta pra fazer novas “artes”. O que posso dizer, era uma criança apaixonada pela vida que tinha.


Quando tinha meus seis, sete anos de idade minha irmã caçula nasceu, e eu escolhi seu nome, Allana. Nessa mesma época fui para minha primeira escolinha, onde minha maior felicidade do dia era aqueles lápis de colorir e suas várias folhas brancas. Podia passar horas colorindo com meus novos amigos. Minhas vontades foram mudando, minhas brincadeiras também, quando me faziam a piegas pergunta “o que você vai ser quando crescer” eu dizia sem esitar que iria ser atriz, bailarina, desenhista e pintora. Sempre era relaciona com artes eu fui crescendo acreditando nisso .









Meu primeiro contato com a moda veio com a minha tia Maria, como ela sabia que a minha paixão por minhas Barbies era grande, e que eu passava muito tempo brincando com elas, todo ano no dia do meu aniversário eu ganhava uma caixa de roupinhas novas de Barbies feito por ela. Minha tia Maria era e é a melhor artista que eu conheço. Ela me inspirou e me incentivou a desenhar e criar minhas próprias roupas para Barbie e eu consigo lembrar como fiquei feliz no dia que ganhei meu primeiro caderno de desenho e meu estojo com vários lápis onde eu levava para qualquer lugar aonde eu ia.









Muitas coisas aconteceram, eu e minha família nos mudamos para Santa Catarina, depois de uma tentativa de morar no Mato Grosso do Sul. Uma das coisas que eu me arrependo é de não ter conseguido me despedir das minhas amigas que tive em Cruz Alta. No começa achamos que iríamos só passar as férias aqui em Araranguá/Arroio do Silva, ficamos com mais duas famílias em casa grande que alugamos no verão, e foi muito divertido. Logo como meu pai estava sem emprego meu pai ajudou minha tia no restaurante da praia dela, e como deu certo resolveram se mudar para cá.






Como não tinha muitos amigos por aqui e morava no Arroio do Silva, fiquei mais retraída. Não saia para nada, completamente tímida. Meus amigos agora eram meus livros e meus CDs. Passava muito tempo na praia a tarde, não tomava banho de mar, nunca gostei muito. Curtia olhar o sol se pôr e as cores que ficavam no céu. Fui morar em Araranguá um ano depois, em uma nova escola consegui fazer outros amigos, e amores.







O ensino médio no Colégio Futurão vai ser marcado para o resto da minha vida. Um começo complicado, por vir de uma escola pública, e esta agora ser uma particular aonde os outros alunos estavam em um nível maior do que o meu. Quis desistir de estudar, não me interessava por nada, quase rodei em alguns anos, até chegar uma professora que me abriu os olhos e me fez ver que eu estava lamentando demais, e tentando pouco. Então o meu objetivo era olhar pra frente, não melhorei cem por cento, mais fiz o que achei que conseguiria, e consegui. Lá eu também fiz as melhores amizades que podia ter. Talita e Tainara, aonde mantenho a amizade e o amor vivos até hoje.










Por não ter certeza de que rumo tomar e por querer agradar meus pais prestei alguns vestibulares para o curso de Direito. Não agüentei mais que um semestre e tranquei minha matricula, eu realmente odiava aquele curso, e odiava mais saber que eu não estava fazendo nada que me fazia feliz. Conversei com meus pais e dei um tempo. Comecei então um curso de web-designer e então o curso teve que ser cancelado por falta de alunos. Então um dia minha tia me vem com um folheto, desses que entregam nas ruas e diz “pra ti Amanda, não quero esses papéis”, no primeiro momento coloquei dentro da bolsa, mais tarde fui ler e era uma convite para se juntar ao CEFET, aonde eles estavam dando cursos técnicos de eletromecânica, de malharia e o meu tão esperado curso de moda.Fiz a prova passei e cursei todo o primeiro modulo, no ano seguinte sobraram só dois alunos no meu curso, desanimei e não conseguia vir mais as aulas. Passou um tempo e eu sabia que tinha que tentar novamente, conversei com a direção e estava pronta para aceitar qualquer condição. Voltei para o primeiro modulo de Produção de Moda e sou uma estudante muito feliz com o curso, com os colegas, com os professores e realizada. E como antes agora uma jovem de 20 anos completamente apaixonada com a vida que tenho.










amandadenovo

terça-feira, 1 de março de 2011

na minha terra não tem palmeiras


Penso, logo desisto. Poucas coisas me fazem ficar acordada até as três da manha em um café escuro da cidade, noite desconfortavelmente gelada, e numa hora dessas não é mais café que eu tomo pra refletir essas dúvidas. Sempre tive muito medo de falsos conceitos, vivi uma tortura constante em tempos de colégios, onde todos dizem "os melhores anos de minha vida", eu vejo como "as sombras do passado", mais o que pensávamos nós, frágeis e tolas crianças. Hoje sobre isso vejo um notável desinteresse de minha parte, eu simplesmente não me importo.

Não me importo. Só isso, sem discursos de falsos moralistas, ou textos gritando por atenção, é simples. Bebendo vinho, me viro pra janela e percebo como o frio e silêncio me deixa deprimida, mais não muito.

Também é simples e claro como ainda somos os mesmos jovens da época dos nossos pais, muitos iludidos com o futuro, buscando grupos pra se sentirem encaixados em algum lugar e pra chamar de “nosso" grupo, que passam noites e noites colecionando ressacas, os mesmos que usam drogas pra saciar sentimentos reclusos, mais que fingem que fazem isso por que são tão legais, que são contra religião mas que não sabem o por que, os que ainda cantam geração coca-cola como forma de protesto..., quer dizer, o tempo passou e nossos heróis ainda são os mesmos... Não somos tão deslocados assim, temos sim melhores meios de comunicação, e sim, algumas facilidades mais é triste saber o que fazemos com isso, a meu ver somos a pior revolução da história. O tempo vai passando, logo vejo um rosto conhecido que me enche de alegria, foi a ultima vez que vi Richard, ele me disse que todos os românticos encontram o mesmo destino. Algum dia, sarcásticos, cínicos e bêbados, chateando alguém em algum café escuro. "Você ri? Acha que está imune, veja seus olhos". Nunca fui muito romântica, mais a parte de "sarcásticos, cínicos e bêbados" talvez eu me encaixe nessa historia, não tenho uma visão tão romântica assim do amor, mais dizer que não existe também... é algo que eu não aceito, é com os ateus "não acreditam que exista algo por não terem visto ou vivido e descartam a possibilidade de realmente existir. É um extremo e todo extremo é proveniente de uma mente limitada".

Não seja assim tão limitado. Chega desse teatro de vampiros. Pego meu casaco, pago minha conta e vou indo embora. Nesse tempo vou entrando em outra parte constante na minha vida, um mundo de fantasias perdidas, alguns prazeres são só para os loucos. Alguns podem ter a impressão que eu sou uma baita idiota, e por favor, não duvidem : eu sou mesmo.

Não vou mentir pra você, sou pobre não faço academia e até o momento fracassei, meu herói certamente seria um "anti-herói”. Nesse mundo de aparências sou politicamente incorreta. Geração copia e cola. Prazer Amanda dos Santos Toledo, é só pra se conhecer melhor.